Mesmo com todas as vozes ecoando triunfantemente na minha cabeça, as opiniões alheias colidindo com as minhas, tudo parecendo estar ao contrário ou errado... Minhas verdades não se confundem, nem deixam de prevalecer. É difícil manter uma posição constante, ao mesmo tempo que dou passos descompassados no meio do nada. Aqueles que vem em minha direção e cruzam o meu caminho, olham para trás e com desprezo dizem que estou andando na contramão, que minhas ações não condizem com a realidade, com o padrão do mundo no qual vivemos. E, de fato, isso é verdade. A diferença é que eu encaro isso como algo maravilhoso. O mundo ao qual pertenço é tão melhor que esse. Tão mais emocionante. Então porque diabos eu não amaria a vida que eu tenho com todas as fibras do meu corpo? Não daria valor às minhas convicções e crenças?
Tenho certeza de que só existe uma vida. E nela existe tempo suficiente para se fazer de tudo. Eu já ri, já chorei, aprendi, ensinei, cantei, me inspirei, já ri mais um pouco, já satisfiz vontades loucas, enquanto outras foram esquecidas com o tempo, já sonhei e já fui desiludida. Porém, o mais maravilhoso de tudo isso... é que essa vida ainda nem começou direito. O prefácio ainda está sendo escrito e já posso contar com lembranças que com a mais plena certeza serão fundamentais para os capítulos seguintes.
Então eu não renuncio o meu mundo por nada. Ele é vazio e deserto quando tem que ser, mas sempre tão pleno. Diferente dos seres humanos, ele sabe fazer silêncio, sabe cantar para que eu durma calma. E sempre funciona.


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