Será que tem aqui?

domingo, 24 de abril de 2011

thoughts&feelings


             Não sou a cura para os problemas da humanidade, e não acredito que eu possa me sobressair na sociedade pelos meus grandiosos feitos. Mas não preciso observar tudo do lado de fora, como se o mundo fosse uma janela. Um simples olhar de reprovação para a sociedade muda tanta coisa quanto uma gota a mais no oceano. Não preciso salvar o dia, bancar o Super Man. Não preciso mover montanhas com o meu poder político ou social. Só preciso viver de acordo com aquilo que acredito. Nunca vou negar que não existe nenhum medo de que tudo mude do nada. A sensação de ser vulnerável a sociedade é horrível.  A impressão de não haver maneira de viver de forma diferente da deles é nada mais que frustrante. Contudo, sou eu a única pessoa que pode mudar isso. Se temos tanto medo de confiar nos outros, confiemos em nós mesmos. Está em nossas mãos.


             Se o que sinto é estar jogando meus dias fora dessa maneira, deveria procurar mudar um pouco as coisas. Mas e se a teoria deles estiver correta? As coisas nunca serão nada mais além disso. E se? Então viver deve ser uma droga mesmo. Na minha busca de um sentido para tudo isso eu percebo que estou em desvantagem, ainda não conheci as pessoas com quem posso contar. Eu gostaria de ir além, de ousar, sem, incrivelmente, arrancar risadas de desdém de ninguém. Queria que cada pensamento, cada sentimento daqui de dentro pudesse fazer sentido para os outros. Esqueça o papo "dane-se o resto do mundo", ele tem sua importância em outras ocasiões. Eu preciso de outras pessoas junto comigo, preciso de apoio. Tenho curiosidade de saber como seria uma conexão universal de ideias e opiniões. Algumas pessoas acham que já existe, e a chamam de internet. Para mim, é algo que vai bem mais a fundo.
             Estou em minoria, se é que não posso dizer sozinha, nessa luta interior.
             A minha revolta não é origem de uma fase adolescente. Creio eu que não é por falta do que fazer. Não é por ter muito do que reclamar, porque, definitivamente, não tenho. É só por uma falta de sentido, razão para tudo. É só por causa do maldito vazio. O tempo que estou vivendo é considerado um desperdício. Pelo amor de Deus, isso não é uma crise! Meu corpo tem urgência em viver, sentir o toque do desconhecido.
             Tenho medo de ser um único pensamento solitário, que pensa independemente em uma mente vazia, sem corpo, sem cérebro para executar a única vontade que tenho.
             Espero muito não me esquecer dessas palavras que profiro. Espero não me acostumar com essa vida secular a ponto de achá-la boa o suficiente para substituir minhas convicções.
             Penso em Deus, na forma como Ele me vê. Penso se Ele contempla ou não meus sonhos. Penso se Ele os realizará algum dia.
             Será que estou sozinha aqui?
             Será que estou certa?
             Será que sou hipócrita em minhas convicções e prioridades?
             Nas minhas ações do cotidiano, sou só mais um ser humano? Faço juz às minhas opiniões? Transmito aquilo que penso? Sou aquilo que penso ser? 
            O que eu devo fazer?

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