Será que tem aqui?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Está apenas por dentro.


          Tudo aquilo que sabemos e conhecemos, todas essas coisas, são as únicas que não nos podem ser tiradas. 

       Pode acontecer inconscientemente, ou em situações inusitadas, na verdade, na maioria das vezes será assim. Pode vir a nós de súbito, ou gradualmente. Pode nos esclarecer dúvidas, ou desenvolvê-las. Pode nos chocar, ou pode nos decepcionar. Pode nos mudar. O conhecimento é incrível.

       Quanto daria por seu cérebro? Medindo-se por conteúdo, colocando-o em uma balança, quanto pesaria? 
       Quanto há nele do seu país, de seus poetas, da ciência do homem, dos marcos históricos do mundo onde vive?
       
       Na minha opinião, a atual geração de jovens não se aplica a regra do "quem desdenha quer comprar". Realmente não querem comprar, e não querem se envolver, não querem mudar nada. Apenas se satisfazem em viver do jeito acomodado de sempre, com tudo o que querem à mão. Quanto ao resto do mundo ainda não tomei ciência, mas quanto ao futuro do Brasil, se realmente for entregue nas mãos de quem hoje em dia cursa o Ensino Médio, não será nem motivo de risada, pois não será possível rir de tamanha desgraça. 

      Um dia me dei conta de que era verdade quando me diziam que devemos escutar mais do que falar, sempre me pareceu meio clichê, mas medindo o quanto eu tenho para oferecer e o quanto pode ser oferecido a mim, escolhi acumular mais dos infindáveis conhecimentos a cerca de tudo o que existe, e até do que não existe, pois para ser real basta uma única escolha, ou um único passo a ser dado. 
      Existe muito mais no mundo do que imaginamos, do que qualquer ignorante ou intelectual possa sonhar. Cada esquina faz parte de uma história, cada pessoa trás consigo experiências que ninguém daqueles que cruzam consigo na rua sonham ter ocorrido. Há alguns dias me peguei imaginando se tantas histórias, tantos fatos ocorridos, tantas ideias desenvolvidas, tantas experiências vividas, não pesavam na atmosfera. Quando caminho em uma multidão posso sentir no ar a pressão de tantos pensamentos ao mesmo tempo, tantas vidas se chocando umas com as outras, os problemas ora iguais, ora completamente diferentes. Quanto à vida, não há muita coisa que a posição social possa fazer para mudar, além do nível sob o qual ela é vivida. Os temores e inseguranças são os mesmos, as esperanças e metas sempre parecidas. A diferença é que alguns sentimentos são reprimidos, ou ignorados, outros, não são dados a eles devido valor. Outros, não tem nem a chance de serem explorados.
       O mundo está cheio de tanta coisa. Tantas pessoas. Considerando aqueles que já se foram, não fazemos ideia de quantas pessoas já andaram por esses solos. E que sonhos já sonharam, que tipo de besteiras já fizeram, os sentimentos que sentiram. 
       Por isso me emocionei ao pegar cartas de meu bisavô para meus avós e para meus pais e tomar ciência ali de relatos que ocorreram há tantos anos antes de eu estar aqui. De certa forma, me fez sentir parte daquilo. Algumas pessoas não irão entender de que forma esse sentimento está incluído no campo do conhecimento. Mas conhecimento, de fato, não é só aquilo que está contido em livros. Não pra mim. Conhecimento também é sabedoria, conteúdo de vida. E não há nada aqui que me faça renunciar o direito de sempre buscar mais e mais tudo o que a vida tem para me mostrar, e me ensinar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário