A forma como vivemos, como encaramos a jornada, as vontades que temos, tudo aquilo que sentimos, as sensações, os pressentimentos, o humor que enfrenta tudo, todos os dias. Temos as donas-de-casa, os eternos trabalhadores, os eternos ocupados, os eternos preocupados que encaram tudo como um fardo. A vida é um terrível fardo.
Feche os olhos, esvazie os pensamentos, só sinta o vento que corre constante porém suave, abra os braços e finja que está voando. Não pense em nenhum problema, todos eles desapareceram agora. É você e o vento, você e o silêncio.
Conheço pessoas que estão sempre sorrindo. Como saber se essa felicidade toda é verdadeira? Não sei. Mas tenho um leve pressentimento que a felicidade plena nos leva a sorrir, a brincar, nos descontrairmos, e a nos despreocuparmos com o que quer seja, pois há um momento pra tudo, mas a prioridade, aquilo que é urgente em todos as horas... é estar bem, estar leve. Mas como eu disse... é tudo um fardo.
Dois jovens que dizem se amar se casaram... porém havia um protocolo. Um desgraçado maldito protocolo que dizia que não deveria-se demonstrar nenhum tipo de sentimento, carinho ou emoção. Um protocolo dizendo que os homens devem seguir a linha da robótica. Quando dizemos que a única coisa que levamos da vida é a vida que levamos, surge uma dúvida: que droga nós vamos levar daqui? Formalidades? Regras de etiqueta? Contenções emotivas devido a bom comportamento? Quando se trata disso... o ser humano me enoja. Nossa presença não cativa ninguém pelo fato de não termos presença. Não somos pessoas que ignoram os protocolos da vida para podermos vivê-la verdadeiramente. A intensidade é o meu único propósito. A emoção, a não contenção dos meus sentimentos e vontades.
Quando rimos de piadas, de momentos e situações cômicas, libertamo-nos da tensão social, da pressão sob a qual a diplomacia nos coloca. Por isso gosto de dizer que ignoro o mundo, em um sentido diferente de "alienação", no sentido de... a vida que eu quero levar dessa vida, é a melhor possível.
Todos os dias fazemos uma escolha inconsciente. Podemos olhar para o dia que nasceu lá fora, pensar em tudo o que temos que fazer e bufar. Ou podemos sorrir. Podemos agradecer interminantemente a Deus por mais um dia. Por podermos movimentar braços e pernas e fazermos tudo o que quisermos. Prefiro a segunda opção. Aquela que diz que nada é um fardo, todas as coisas são oportunidades, que nós disperdiçamos ao vermos todos os dias como "mais um". Pra mim, todos os dias são chances de fazermos tudo de uma forma melhor.

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